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Financiamento bancario imobiliário para
compra de Imoveis no Rio de Janeiro
Se
ainda falta dinheiro para comprar a tão
sonhada casa, um financiamento bancário
poderá ser uma boa opção
para ajudar a realizar esse sonho. No entanto,
é bom estar atento ao funcionamento de
todo o processo (as taxas, a documentação
necessária, a comprovação
de renda, o valor das parcelas), e planejar-se
corretamente e com antecedência, para
não ser pego de surpresa na hora da compra.
Utilize as ferramentas disponíveis no
mercado, como os simuladores nos sites dos bancos
(clicando nos icones abaixo listados
), e veja se tem mesmo a renda necessária
para obter o financiamento de que precisa para
comprar o imóvel no padrão que
deseja. É bom saber que os bancos não
financiam 100% do imóvel. O percentual
de financiamento varia conforme o valor do imóvel
- e pode chegar até 70%.
É importante
analisar o mercado financeiro e a situação
do governo e dos bancos quando se adquire um
financiamento, mas não é só
isso. A economia não é estática
e nada garante que se hoje o panorama econômico
é de estabilidade, amanhã não
haverá crise. Risco zero não existe.
As mudanças no cenário nacional
e internacional alteram, quase sempre, as taxas
de juros e os índices aos quais todos
os planos estão atrelados.
Quanto os
bancos normalmente financiam?
Não há taxa mínima de financiamento,
e normalmente são financiados até
70% do valor do imóvel, dependendo, logicamente,
do valor do imóvel e das condições
financeiras do proponente.
Como são
determinadas as prestações?
Os
fatores principais são:
. Idade
do proponente
. Renda familiar
. Prazo necessário
. Valor do imóvel
. Sistema de amortização
Quais são
os sistemas de amortização utilizados
pelos bancos?
SAC
(Sistema de Amortização Constante):
Sistema de Amortização Constante
- SAC. Consiste em um sistema de amortização
de uma dívida em prestações
periódicas, sucessivas e decrescentes
em progressão aritmética, em que
o valor da prestação é
composto por uma parcela de juros uniformemente
decrescente e outra de amortização
que permanece constante.
Tabela Price:
Método de cálculo das prestações
de financiamentos que tem, como os outros sistemas,
duas parcelas: uma de amortização
e outra de juros. Ao longo do prazo de financiamento,
a primeira aumenta, e a segunda decresce. A
Tabela Price é também chamada
Sistema Francês de Amortização.
Sacre:
É um sistema de amortização
variante do SAC, no qual se retira a razão
de decréscimo, mantendo-se as prestações
constantes, com parcela de amortização
crescente e juros decrescentes. O SACRE
foi desenvolvido com o objetivo de permitir
maior amortização do valor emprestado,
reduzindo-se, simultaneamente, a parcela de
juros sobre o saldo devedor.
A prestação
inicial pode comprometer até 30% da renda,
enquanto que no sistema PRICE, o comprometimento
inicial é de até 25%.
Entretanto,
ao longo do contrato verifica-se que, a partir
de um determinado período de recálculo,
o valor da prestação calculada
no sistema SACRE começa a diminuir, enquanto
que a do sistema PRICE aumenta sempre.
Quais documentos são necessários
apresentar?
Cada banco tem a sua proposta, que deverá
ser preenchida e assinada. Além da proposta,
os bancos pedem:
Do proponente:
. RG e CPF do proponente e de seu cônjuge;
. Certidão de casamento;
. Comprovante de residência (conta de
luz);
. Comprovante de renda (Imposto de Renda e holerites);
. Escritura definitiva do imóvel a ser
adquirido;
. Certidões negativas e de débitos
do imóvel a ser adquirido (IPTU, condomínio);
Do vendedor
do imóvel:
. RG e
CPF do vendedor e de seu cônjuge;
. Certidões negativas de protesto, ações
cíveis e certidão expedida pela
Justiça Federal , todas comprovando que
não deve nada à Justiça
brasileira.
Quanto antes
você juntar os documentos, melhor. Há
certidões que são válidas
por um mês somente. Isso quer dizer que
se você levar muito tempo entre tirar
a primeira e as demais, ao tirar a última,
a primeira já poderá estar vencida.
Contratar os serviços de um bom despachante
agiliza bastante o processo e evita esse tipo
de problema. Os bancos só aceitam a entrega
total dos documentos.
Quanto tempo
leva para obter a aprovação do
financiamento bancário?
Os
bancos estão muito ágeis. Normalmente
pedem até 48 horas para aprovar o crédito
de um cliente (após a entrega de toda
a documentação), e mais 30 a 40
dias corridos para dar andamento em todo o processo,
e a emissão do contrato. Após
receber o contrato registrado em cartório,
faz o crédito na conta do vendedor em
até 48 horas.
Posso utilizar
o FGTS para quitar o financiamento?
Sim,
é possível utilizar o valor do
FGTS para quitar as parcelas de seu financiamento
bancário. Mas fique atento às
regras para a utilização do FGTS.
Existe financiamento
para construção?
Sim,
mas apenas alguns bancos o fazem. Pode-se utilizar
o FGTS, mas somente no fim da obra (mediante
avaliação de viabilidade da obra).
Normalmente financiam até 50%. É
necessário entregar, além da documentação
de praxe, a o projeto de arquitetura aprovado
pela Prefeitura (com especificações
técnicas), além de orçamento
físico e financeiro da obra e a documentação
do engenheiro responsável (registro no
CREA).
Outras considerações:
Além
da Carta de Crédito FGTS, a Caixa Econômica
Federal possui mais duas linhas importantes:
Carta de Crédito FAT e Carta de Crédito
Caixa, pelo Sistema Financeiro Imobiliário.
Em todas as Cartas de Crédito citadas
acima, o comprometimento de renda é de
30%, tendo como garantias a alienação
fiduciária e a hipotecária. Também
nas demais instituições (oficiais
e privadas), tem se verificado várias
linhas de crédito, alterando-se suas
taxas de juros, dependendo do nível de
financiamento e do comprometimento da renda.
Aqueles
que podem utilizar integralmente seus depósitos
do FGTS, na CEF, para a aquisição
parcial ou total da casa própria, em
qualquer tipo de financiamento, somente poderão
fazê-lo desde que não tenham imóveis
próprios no mesmo Município ou
comprovem mudança de cidade por motivos
profissionais.
É
importante estar atento ao empréstimo,
até o momento de concluir o acordo com
a instituição, porque o valor
do crédito concedido poderá não
corresponder ao valor inicialmente contratado,
face às inúmeras despesas que
são consideradas.
Atenção
às opções de financiamento
Especialistas recomendam fazer comparação
em várias instituições
bancárias, antes de assinar contrato
Fonte: O Estado de S. Paulo
A vasta oferta
de imóveis e de linhas de crédito
imobiliário são considerados positivos
para os consumidores, mas a diversidade de produtos
no mercado pode confundir os interessados. Por
isso, é necessário estar muito
atento na hora da escolha da melhor forma de
pagamento. Antes de assinar o contrato, especialistas
recomendam sempre considerar algumas variáveis
importantes.
Segundo
o vice-presidente da Associação
Nacional dos Executivos de Finanças,
Administração e Contabilidade
(Anefac), Miguel de Oliveira, o interessado
deve, antes de tudo, fazer simulações
nas instituições de crédito
para saber qual das opções é
mais adequada para o seu perfil."Aqueleque
oferecer a menor prestação dentro
de um mesmo prazo acaba sendo a opção
mais econômica", explica o economista.
É
possível ainda negociar.Normalmente,
bancos onde o interessado já é
correntista ou recebe o salário costumam
oferecer taxas abaixo da tabela praticada para
clientes novos. Caso ele opte ainda pelo débito
em folha de pagamento, é possível
conseguir reduções nas taxas de
juros.
Na hora
de escolher o tipo de amortização,
o especialista aconselha optar pelo Sistema
de Amortização Constante (SAC),
utilizado pelos bancos privados, ou Sistema
de Amortização Crescente (Sacre),
adotado pela Caixa Econômica Federal.
Em ambos,
as amortizações do capital são
crescentes ao longo do financiamento e as prestações
decrescentes. Também é necessário
ter atenção às taxas de
administração.
Oliveira
aconselha ainda juntar o máximo de recursos
possível para dar de entrada e diminuir
o período de financiamento. "Prazos
longos significam custo final maior", diz.
Com o auxílio, recomenda-se utilizar
o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) e até o 13º salário
para engordar a entrada.
Número
de imóveis financiados é o maior
em 20 anos
Em maio de 2008, o número de imóveis
financiados pelo Sistema Brasileiro de Poupança
e Empréstimos (SBPE) alcançou
o maior patamar dos últimos 20 anos,
com 22.069 unidades financiadas. O número
supera em 35,6% o total financiado no mesmo
mês de 2007. Conforme a Associação
Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário
e Poupança (Abecip), o volume financiado
atingiu R$2,27 bilhões no mês,
57% maior do que o valor apurado em maio de
2007 e inferior apenas ao verificado em novembro
do ano passado.
No acumulado
dos primeiros cinco meses do ano, as 95.956
unidades financiadas atingiram R$9,74 bilhões
em contratações, superando em
75,9% o montante registrado entre janeiro e
maio do ano passado. Este resultado já
supere em 4,3% todo o volume financiado em 2006.
No período
de 12 meses encerrado em maio deste ano, as
novas operações alcançaram
R$22,49 bilhões, com crescimento de 93,3%
em comparação aos 12 meses anteriores,
num total de 227,6 mil imóveis financiados.
Prazo
máximo para financiar imóvel é
de 30 anos
Os bancos ampliaram suas linhas de crédito
imobiliário e há dezenas de planos
e tipos de financiamento disponíveis
no mercado. Levantamento feito pelo Conselho
Regional de Corretores de Imóveis do
Estado de São Paulo (Creci-SP) nos oito
maiores bancos privados e públicos constatou
que o prazo máximo de pagamento de um
empréstimo imobiliário chega a
30 anos, com taxas de juros anuais variando
de 7,5% a 12% ao ano para esse caso específico.
O prazo maior tende a diluir no tempo o valor
mensal da prestação, sendo a taxa
de juros o fator determinante desse montante
- quanto menor for, menor será a prestação.
A maioria dos bancos financia até 80%
do valor do imóvel - apenas dois financiam
100% (Caixa Econômica Federal e
Banco Real/ABN) - e adotam os sistemas
de amortização do empréstimo
tipo SAC (Sistema de Amortização
Constante) ou TP (Tabela Price). Quase todos
os bancos oferecem financiamentos com prestações
fixas e, nas que são corrigidas mensalmente,
o reajuste se dá, em geral, pela TR (Taxa
Referencial).
O trabalhador que não tem capacidade
de poupar em paralelo ao que já gasta
com o aluguel e com o condomínio pode
ter na compra financiada uma opção
melhor de moradia e de investimento de seus
recursos, ainda que os juros dos empréstimos
não sejam os ideais, afirmou o
presidente do Creci-SP, José Augusto
Viana Neto. Há muitas boas ofertas
de casas e apartamentos a preços razoáveis
e uma escolha bem feita, que não coloque
em risco a renda mensal, pode transformar o
que se paga como aluguel em um investimento.
Financiamento a partir de R$1,5 mil - Quem procurar,
vai encontrar linha de financiamento a partir
de R$1,5 mil. Quem oferece é a Caixa
Econômica Federal (CEF), que neste caso
da chamada linha de crédito imóvel
usado-FGTS, cobra uma taxa de juros de
8,16% ao ano com sistema de amortização
SAC e correção das prestações
pela TR. O financiamento é de 80% do
valor do imóvel.
Entre os bancos pesquisados, a CEF é
a que tem maior variedade de planos de financiamento
e o menor juro cobrado nos financiamentos -
6% ao ano na linha imóvel novo
- FGTS para financiamentos de R$3 mil
até R$80 mil pelo sistema de amortização
SAC e correção das prestações
pela TR. A renda exigida varia de R$380,00 a
R$1.875,00.
Os financiamentos mais caros na CEF - juro anual
de 13,5% e prestações fixas -
são os destinados a imóveis de
valor até R$350 mil, dos quais se financiam
70% com prestações do sistema
SAC e correção pela TR. Acima
desse valor, o juro fica em 12,9% anuais e os
sistemas de correção e amortização
são os mesmos, mas, nesse caso, não
se permite o uso do FGTS.
Financiamento
de 100% em dois bancos - A CEF e o Real/ABN
são os únicos bancos pesquisados
que declaram financiar até 100% do valor
do imóvel. Na CEF, os 100% valem para
móveis novos de valor máximo de
até R$80 mil, para pagamento em até
240 meses e com juros de 6% e 8,16% ao ano.
O sistema de amortização é
o SAC e a correção é pela
TR. Para imóveis usados, o máximo
financiado também é 80%.
No banco
Real/ABN o financiamento de 100% tem
limites mínimo de R$46 mil e máximo
de R$120 mil e é destinado a clientes
que já tenham imóvel no próprio
nome. Os juros variam de 8% a 11,5% ao ano,
com sistema de amortização SAC
e correção pela TR. A renda mínima
exigida é R$1 mil.
A maioria dos bancos financia 80% do valor do
imóvel e adota dois tipos básicos
de cálculo da prestação
mensal - a fixa e a variável, ou pré
e pós-fixada. Os juros são maiores
nas pré-fixadas, que têm o mesmo
valor ao longo do contrato. No Santander/Banespa,
o plano super casa parcelas fixas,
com financiamento de 30 anos e amortização
do tipo SAC, tem juros anuais de 13,25% a 13,36%.
o Itaú prestações
fixas, com prazo de até 15 anos,
amortização pela Tabela Price
e financiamento de 80% do valor do imóvel,
os juros variam de 17,64% a 18,61% ao ano. No
Unibanco, a taxa de mercado pré-fixada
em empréstimos de até 20 anos,
também pela Tabela Price, tem juro fixo
de 14%.
Entre os oito bancos pesquisados, somente o
Unibanco e a CEF declaram conceder
empréstimos para quem tenha até
80 anos. Nos demais, os limites de idade para
os candidatos a mutuário variam de 70
anos a 75 anos e 6 meses.
Crédito
nosso
O Globo, Míriam Leitão, agosto
2008
Foi o boom do
crédito que detonou a crise americana
que agora se espalha. Mas o que nos interessa
mais de perto é: a nossa expansão
de crédito poderá nos levar a
uma crise como a vivida nos Estados Unidos?
Como todo mundo já sabe, o crédito
no Brasil ainda é pequeno em relação
ao PIB se comparado com o de outros países;
e aqui não há o abuso que houve
nos EUA. Eles chegaram a emprestar até
mesmo aos "ninjas" (a sigla, inventada
pelo mercado financeiro americano, refere-se
a devedores "No Income, No Jqh, Nó
Asset"; ou seja, serft renda, emprego ou
bens).
"
É bom lembrar, no entanto, que o crédito
está crescendo rápido no Brasil
e o tomador, em razão de crises passadas,
não está acostumado a lidar com
dívidas. O dinheiro aqui é o mais
caro do mundo; e a inflação também
subiu recentemente, tomando renda das pessoas.
Em dezembro
de 2004, os brasileiros tinham R$ 17 bilhões
em empréstimos consignados (garantidos
por salário ou pensão); em junho
deste ano tinham quase R$ 73 bilhões.
No mesmo período, o crédito pessoal
pulou de R$ 43 bilhões para R$ 116 bilhões.
Os empréstimos para pessoas físicas
saíram de R$ 134 bilhões para
R$ 315 bilhões. O mais impressionante
são as taxas de crescimento. O crédito
para a compra de veículos vinha aumentando
no ritmo de 20% a cada mês, quando comparado
ao mesmo mês do ano anterior;
Agora caiu
um pouco, mas continua em alta, acima de 10%.
O ritmo do crescimento do financiamento imobiliário
é estonteante. No começo do ano
passado, crescia a uma taxa de 37%, o que já
era muito; hoje está em 78% ou seja,
em um ano, terminando em junho, a alta é
desse tamanho, quase 80%. (Veja no gráfico
ainda o crescimento de outros tipos de crédito.)
Não há sinais de aumento significativo
da inadimplência, mas a da renda, e ela
atingiu mais fortemente os de menor renda, que
acabaram de chegar ao mercado de crédito.
Neste primeiro semestre, 62% dos que financiaram
suas casas pelo FGTS na Caixa recebiam até
5 salários mínimos.
Uma apresentação
feita no seminário de metas de inflação
do Banco Central mostrou que esta relação
entre expansão rápida de crédito
e crises económicas é objeto de
inúmeros estudos. A apresentação
"Boom de crédito: o bom, o mau e
o feio", de Adolfo Barajas e Giovanni DelFAriccia,
do FMI, e Andrei Levchenko da Universidade de
Michigan, mostra que muitas crises são
precedidas por um boom de crédito; mas
somente alguns booms são seguidos por
crises. Porém os episódios de
crescimento extremo de crédito são
seguidos de crises. Analisando 135 casos de
boom de crédito em 100 países,
eles chegaram a esta conclusão: houve
104 casos "bons", que não terminaram
em crise; ocorreram 34 casos de crises portanto,
"maus casos"; e, entre esses, 27 foram
"feios", ou seja, viraram crises sistemicas.
Os bons casos foram em países com inflação
mais baixa e o tempo de duração
do ciclo de expansão do crédito
foi menor.
Os atuais
dirigentes do Banco Central não acreditam
muito em conter o excesso de crescimento por
medidas regulatórias; acreditam mais
na força da política monetária.
Assim sendo, que não se espere, pelo
menos a curto prazo, normas de restrição
de crédito, como já houve no passado,
do tipo limitação de número
de prestação. Contudo podem-se
esperar mais taxas de juros; o que pode acabar
se tornando mais punitivo para o tomador. O
que o BC pode fazer é criar regras para
os bancos, de forma a dar mais segurança
ao sistema como um todo, afinal o Banco Central
é o emprestador de última instância:
é ele que empresta a quem empresta. Foi
isso que o fed esqueceu.
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